terça-feira, junho 03, 2008

O Meu PSD

Manifesto à união das bases em torno da verdadeira essência da Causa Pública


Amigos,

O tempo que estive sem escrever foi, para mim, tempo de reflexão. Vou tentar nos próximos parágrafos explanar, em jeito de manifesto, os meus pensamentos sobre aquilo que realmente interessa: colocar o Partido a funcionar em prol da comunidade!

Sá Carneiro dizia que "por muito que se tenha sido educado no descrédito da política, é-se forçado a reconhecer que quando se começa a tomar, em profundidade, consciência da nossa própria existência pessoal e das realidades que nos cercam, somos constantemente conduzidos a ela”. A minha própria existência pessoal, preenchida com inúmeros momentos de batalha política, à minha volta, levaram-me a cultivar um gosto pela causa comum, pelo sentido de criar algo que seja, ao mesmo tempo, motivador da consciência de sociedade e a espoleta para uma melhoria nas condições de vida das populações. Foi com esses valores que cresci em política e foi com essa missão que nela me envolvi.

Hoje, dou por mim embrulhado na decadência da causa pública. Já não se trata a política como algo que deve ser de todos e para todos, mas sim como uma espécie de escada do protagonismo em que os intervenientes se degladiam a todo o custo para ver quem chega primeiro ao ponto mais elevado onde se confunde o "Poder Fazer" com o poder ser.

A razão de ser dos Deuses, heróis e poetas é dar aos homens a porção de esperança e de ilusões sem a qual não podem existir. O político deverá almejar o estatuto de herói. Ele deve ser o herói das comunidades, dando-lhes a esperança necessária para que as mesmas acreditem que um futuro melhor é possivel.

O PSD de Sever degenerou numa casa em que, ano após ano, as ideias ocas vão-se desfalecendo e substituindo por novas ideias ocas. São demasiados anos sem um projecto político, sem um rumo, sem uma esperança motivadora... quem se revia no PSD antigamente já nada quer saber, já não se interessa e, pior que isso tudo, já não acredita!

É a falta dessa crença que nos leva ao estado actual das coisas. Uma Família, outrora unida, que agora luta para poder chegar ao estatuto que já teve e que perde a cada dia que passa. E perde porque não se sabe unir.

O Meu PSD é um partido onde se fundem um sem-número de ideais, de estilos, idades, credos, crenças, valores e motivações. É um partido que foi feito por todos e para todos. É o representante máximo dos ideais democráticos em que o voto do pobre é igual ao do rico e onde qualquer um, seja quem for, pode ser candidato a representante máximo da estrutura organizativa do Partido. É isso que nos une, mas também é isso que nos separa.

Os ideais foram substituidos pelos interesses e, consequentemente, a unidade foi substituida pela divisão. Só desta forma se compreendem os últimos acontecimentos dentro do partido. A validade democrática, expressa através do voto livre dos seus militantes - sejam eles novos ou velhos, fundadores ou recém-chegados, filiados ou refiliados - foi posta em causa. E é isto que nos destrói, mas terá que ser isto a unir-nos.

O PSD de Sever é muito mais do que os seus dirigentes actuais, muito mais que quem está por trás ou quem dá a cara, muito mais que quem trabalha ou quem se esqueceu das suas obrigações para com o Partido. Tudo isto é efémero, durará até às próximas eleições...

O PSD de Sever é sinónimo de Liberdade, Igualdade, União e Tolerância. O PSD somos Nós, as pessoas que giram em volta da sua comunidade, que a vivem e a desenvolvem num espírito de fraternidade e comunhão de princípios e valores. E é para elas que o PSD deve trabalhar. O PSD de Sever não é efémero e os seus ideais permanecem para a posteridade.

Mais importante que escolher os candidatos, é fundamental que se definam as regras, que se escolham as armas para a batalha que será a Eleição Autárquica de 2009. Não se trata de escolher as pessoas mais indicadas para o lugar certo - disso já o povo deu prova que não quer saber, porque acaba por achar que são todos iguais - é essa a sua consciência pessoal. Trata-se, apenas e só, da união de esforços para se criar um projecto para o Concelho de Sever do Vouga, que não seja efémero.

Para esse efeito todos são poucos. Todos - filiados ou não - são fundamentais para a estratégia que se quer que revolucione a forma de olharmos e vivermos a nossa comunidade. É aqui que o sino dobra em rebate. É altura de nos unirmos todos, especialmente aqueles que, por qualquer motivo, acharam que se deviam afastar. Somos todos Sociais Democratas e, como tal, temos a obrigação para com aqueles que confiaram e confiam em nós - a comunidade Severense - de dar o nosso melhor ao serviço do nosso Partido e da nossa gente!

Este "manifesto" vai no sentido da união em torno da causa pública. Mais do que o lugar ou poleiro, é importante pensar no futuro que, ganhemos ou perdamos, será igual para todos, todos ficarão a ganhar ou todos ficarão a perder.

Bem hajam!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Feliz Ano Novo!

Olá,

Este é o primeiro post do ano de 2008 que, espero, venha a ser profícuo em novidades da política severense.

O Beira-Vouga não poderia ter escolhido melhor capa para acabar o ano de 2007. Aqui estão alguns dos rostos, eleitos democraticamente, e que estarão disponíveis para encontrar soluções de mudança para o Concelho, que tanto precisa.

Aproveito este post para dar o meu apoio solidário ao Editor do Beira Vouga, Lino Vinhal. O editorial do dia 4 de Junho de 2007, confesso, arrepiou-me. O título é "Resistir é a palavra de ordem" - estranhamente não sei o que pensar dele (do título) - imediatamente veio-me à cabeça a possibilidade de o Beira Vouga estar perto da extinção e, aí, assustei-me. Após leitura do texto, verifico o cuidado que o editor teve na escrita - a minha vénia merecida - conseguindo dar uma imagem profundamente diferente daquilo que eu tinha em mente acerca do editor deste jornal regional. Ao mesmo tempo, fico com a impressão que ele não disse tudo. Nota-se nas entrelinhas que existem algumas feridas por curar de alguns embates antigos e quiçá, algum cansaço de tantos pedidos de apoio acumulados ao longo dos 46 anos de história.

Sinceramente, nunca fui muito a favor de peditórios. Acho que só o simples facto de o editor de um jornal único como é o Beira Vouga ter que pedir para poder continuar a dar o que melhor sabe - as notícias da região - incomoda-me. Pergunto-me eu porque é que isto tem que acontecer? Quem é que ganha com este tipo de dificuldades? Será que este editorial foi alguma promessa para poder receber apoios? Nem quero pensar, sequer, nessa possibilidade, mas acho que só ganha com este tipo de coisas quem está no poder, isto é, quem impede que se melhore a vida destas instituições que, apesar de privadas, efectuam um inegável serviço público.

Deixo aqui o link para que possam desfrutar do editorial da mesma forma que eu.

Preparei, também, um abaixo-assinado que visa o reforço do um aumento de apoio institucional ao Beira Vouga que, se tudo correr bem, farei por apresentar nas instâncias devidas, num futuro que se pretende breve. Conto com a participação de todos e irei tentar divulgá-lo por e-mail. Tomei a liberdade de citar parte do editorial de Lino Vinhal. A todos peço que reenviem para que a onda de choque seja generalizada e se faça, efectivamente, alguma coisa pelo jornal que, apesar de tudo, é de todos nós!

Um grande abraço e votos de um excelente ano de 2008.